Somos vozes que ecoam no silêncio imposto,
somos gritos que atravessam muros invisíveis,
somos corpos que resistem à morte em vida.
Não apenas negros, não apenas pobres,
mas todos os que foram calados,
todos os que foram manipulados,
todos os que foram empurrados para a margem
para que poucos escalem o poder.
O grito é nosso,
o grito é coletivo,
o grito é rede que se tece entre mãos e corações.
Não nos matam apenas quando tiram nossa vida,
nos matam quando destroem a dignidade,
quando sufocam a esperança,
quando nos fazem acreditar que somos menos.
Mas somos mais.
Somos infinitos.
Somos eco que não se apaga.
Com a tecnologia, com a memória,
com a força de nossas comunidades,
nossa voz atravessa o tempo,
nossa voz não morre conosco,
nossa voz é semente que floresce em outros.
Mesmo cidadãos anônimos,
mesmo invisíveis aos olhos do poder,
podemos ser gigantes anonimos quando nos unimos.
Este manifesto é chamado:
ergam-se, juntem-se,
façam da vida um ato de resistência,
faça da sua voz um ato de liberdade!


