Estudantes do Ensino Fundamental e Médio da Escola Estadual Professor Fernando Leite de Campos, localizada em Várzea Grande, participaram nesta quarta-feira (5) de uma ação intensiva de conscientização sobre o combate à violência contra a mulher. A iniciativa teve como foco principal orientar os adolescentes a identificar sinais precoces de relacionamentos abusivos, reconhecer as diversas formas de agressão e encorajar a busca por ajuda especializada em situações de risco.
O evento foi desenvolvido por iniciativa da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar, contando com a presença estratégica de líderes e vice-líderes de turma, que foram capacitados para atuar diretamente como multiplicadores do conteúdo informativo entre os demais estudantes da instituição de ensino.
Identificação de abusos e o papel da Lei Maria da Penha
Durante a programação, os alunos receberam explicações detalhadas sobre os cinco tipos de violência previstos na legislação brasileira pela Lei Maria da Penha, sendo eles: física, psicológica, moral, sexual e patrimonial. Os especialistas abordaram como detectar comportamentos controladores e atitudes abusivas no cotidiano amoroso, destacando a relevância de acionar redes de apoio de forma imediata.
Na ocasião, também foi apresentado o projeto institucional A Escola Ensina, a Mulher Agradece, iniciativa voltada a impulsionar práticas pedagógicas e produções artísticas voltadas para a igualdade de gênero, fomento ao respeito mútuo e consolidação de uma cultura voltada para a paz nas escolas mato-grossenses.
Diálogo ampliado e relatos de superação
A coordenação pedagógica da escola ressaltou que a aproximação de temáticas sensíveis da realidade dos jovens é fundamental para prevenir o agravamento de conflitos. Além disso, a proposta busca estreitar os laços de comunicação entre a comunidade escolar, os núcleos familiares e os estudantes.
O ponto alto da atividade ocorreu com o depoimento de uma aluna que compartilhou ter vivenciado pressão emocional em ambiente virtual para o envio de conteúdos íntimos. Com o suporte da família, a jovem conseguiu romper o ciclo abusivo e encorajou os colegas a quebrarem o silêncio diante de situações análogas.
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