Venezuela estende período de confinamento em meio à segunda onda de contágios

Cilindros de oxigênio, antibióticos e outros fármacos foram distribuídos no estado fronteiriço com o Brasil para abrir um laboratório móvil. / Reprodução / Twitter

O governo venezuelano aumentou o período de confinamento social em meio a uma segunda onda de contágios, gerada pela contaminação com a P1, conhecida como variante brasileira. Nas últimas 24h, o país registrou 817 novos casos, um recorde para 2021.

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Depois de um ano de pandemia, a Venezuela acumula 150.306 casos, com 90% de taxa de recuperação e 1.483 falecidos pela covid-19, segundo dados oficiais.

Em fevereiro foram registrados os primeiros contaminados com a P1, e atualmente já há presença da nova cepa em cinco estados do país. A capital Caracas é a zona mais crítica, com mais de 2.600 casos ativos da doença.

Segundo o presidente Nicolás Maduro, 13 estados registraram aumento de casos nas duas últimas semanas, e o país mantém um índice de 27 doentes para cada 100 mil habitantes.

Desde junho do ano passado, o país vive o esquema 7+7 (uma semana de confinamento total e uma semana de flexibilização). O plano foi interrompido em dezembro, quando o mês inteiro foi sem quarentena. Agora, a retomada do plano foi feita com o anúncio de duas semanas seguidas de isolamento social.

O presidente Nicolás Maduro suspendeu a volta às aulas presenciais e anunciou protolocos mais rígidos para o ingresso de venezuelanos pelo estado Bolívar, fronteira com o Brasil.

Também foi aberto um novo hospital de campanha com capacidade para atender 45 pacientes e um laboratório móvil para realizar exames de PCR.

No começo do mês de março, a Venezuela acionou a Organização das Nações Unidas, pela segunda vez, afirmando que o Brasil se tornou um risco para a região diante do descontrole da pandemia.

“O Brasil se converteu em uma ameaça para o mundo. As variantes P1 e P2 da covid-19 provoracam uma segunda onda de contágios em 17 países, causando o colapso dos sistemas de saúde”, declarou Maduro em uma transmissão televisiva nacional.

A partir desta segunda-feira, o executivo irá distribuir doses do Carvativir, remédio venezuelano fabricado à base de tomilho, que foi eficiente para diminuir os efeitos produzidos pelo vírus sars-cov2.

Cooperação 

Por outro lado, Venezuela continua apostando em novas alianças para dotar o país de insumos de combate à covid-19 e de vacinas. Hoje o país possui 700 mil doses do laboratório chinês Sinopharm e da fórmula russa Sputnik V, e já vacinou cerca de 80 mil pessoas do grupo prioritário, que inclui profissionais da saúde, militares e políticos.

No último domingo (21), o chefe de Estado venezuelano anunciou que em abril chegarão as primeiras doses das vacinas cubanas Soberana 02 e Abdala que contarão com voluntários venezuelanos na sua fase final de testes.

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Cuba e Venezuela também acordaram criar um banco de vacinas com doses preferenciais para os países da Aliança Bolivariana dos Povos da Nossa América (Alba-TCP).

Presença da variante brasileira P1 em cinco estados levou o país a um novo pico da pandemia.

Brasil de Fato

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