Trans no esporte: a obsessão de Carluxo pelo lacre sem evidências

Trans no esporte: a obsessão de Carluxo pelo lacre sem evidências






Por Dani Nunes


Uma das acusações que a direita extremista faz contra a esquerda é de ser “lacradora” demais. O que constantemente vemos é o contrário, os extremistas direitistas criam narrativas duvidosas sem evidências científicas e com palavras difíceis para tentar convencer o interlocutor.


Carlos Bolsonaro, vereador do Rio, juntou vários elementos na justificativa do Projeto de Lei (PL) que tenta proibir atletas transexuais participarem de campeonatos no Rio. Carluxo usa ideologia de gênero, disforia de gênero, cita uma radical feminista escritora de uma série de livros de bruxos, passa pela ex-jogadora corajosa de vôlei que tretava com as cubanas e que foi salva várias vezes por suas colegas de equipe…


Em um determinado trecho, faz a seguinte crítica “Nesta esteira, é um fato apodíctico que “O Segundo Sexo”, um dos primeiros trabalhos engajados na desconstrução da ciência biológica em favor de uma percepção imaginária dos sexos sem base no real, a obra de contos de fadas da pedófila apologista do nazismo Simone de Beauvoir, que divaga pelo mundo do “faz de conta” afirmando que ninguém nasce homem ou mulher, mas que se assume esse papel socialmente (uma das raízes dessa epidemia que atinge crianças, adolescente e até adultos), está longe de ser um tratado científico: é um conjunto de reflexões de natureza antropológica e sociológica e, porque não, panfletária com fins políticos”.


Beauvoir cita aspectos biológicos apenas para descartá-los logo adiante. Ela afirma, por exemplo, que não se pode depreender diferenças essenciais entre homens e mulheres a partir da Biologia; diz ela: “É muito difícil dar uma descrição geralmente válida da noção de fêmea; defini-la como condutora de óvulos e o macho como condutor de espermatozoides é muito insuficiente, porquanto a relação do organismo com as gônadas é extremamente variável”, ignorando, sem cerimônia, diferenças biológicas essenciais entre homens e mulheres”.


Nota-se o despreparo e desconhecimento de biologia, da constituição no artigo 217 e até da lei Pelé. Não vi teorias fundamentadas sobre biologia na justificativa do projeto. Esquecem que não existe por exemplos o XX e XY, temos a Síndrome de Morris e de Klinefelter por exemplo. É garantido por meio de Lei a autonomia das entidades esportivas na construção de suas regras e normativas. Os estudos feitos pelas instituições internacionais não foram feitas da noite para o dia.


O projeto foi barrado na Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro nesta última semana. A equipe de consultoria e assessoramento legislativo considerou como inconstitucional a proposta do vereador, conforme publicado no jornal Brasil de Fato.





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