Semana da Mulher SISMA-MT: Ex-presidente do SISMA reverencia história e conclama luta pelo futuro

sindicato

“Administrar o SISMA é um desafio tremendo, você se dedica a cuidar da vida funcional de tantos, independente se é filiado ou não, porque as conquistas são para todos. Como mulher, aposentada e ex-presidente eu entendo os desafios e a entrega que o sindicato exige, e me solidarizo com a Carmen e toda a equipe que está à frente deste trabalho”, a fala é da ex-presidente do Sindicato dos Servidores da Saúde do Estado de Mato Grosso (SISMA/MT), Aparecida dos Santos Silva.

Cida, como é conhecida foi a primeira mulher a presidir o sindicato entre os anos de 2005 e 2011, e se emocionou nesta conversa pelo reconhecimento do trabalho realizado ao longo dos anos. “Cada àrvore que eu plantei, cada pedaço da sede e conquista do sindicato, tudo, tem um pouco de mim, da diretoria como um todo, e de pessoas que contribuíram muito, pois cada um dos que passaram deixaram o seu legado”, reconhece.

Como filiada e presidente, ela pavimentou o caminho para as mulheres que vieram depois dela. Prova disso é que o sindicato elegeu para o triênio 2011/2014, Alzita Leão Ormond Oliveira, depois desta, Ana Claúdia Machado de Oliveira foi presidente em substituição, entre junho e outubro de 2020. A atual gestão, também tem uma mulher como gestora, Carmen Machado.

Antes de ser servidora pública, Cida militava no movimento comunitário, no bairro Campo Velho, em Cuiabá. “Filiei-me logo que comecei a trabalhar, na época era uma associação que reunia servidores de outra secretaria, e posteriormente se transformou em um sindicato, o SISMA. Mas eram poucos filiados, e as pessoas ainda não haviam despertado para o poder da união na luta sindical”.

A ex-presidente conta que por muitos anos, participou das ações sindicais, mas não da diretoria, e a candidatura para liderar o sindicato, foi para provar a capacidade feminina de ocupar o espaço, que até então era predominantemente masculino. “No sindicato, tivemos muitas lutas, a principal foi a lei de carreira, e fomos muito parceiros durante toda a caminhada, inclusive, a minha vice-presidente que depois presidiu o sindicato, Alzita, esteve comigo a cada passo”, contou a sindicalista.

Recorda que houve grandes lutas, durante a sua gestão, mas as principais foram a lei de carreira e a construção da sede de Cuiabá.   Cida se aposentou logo depois de deixar a presidência para se dedicar aos cuidados da mãe.

A história…

Acompanhando cada passo da construção do SISMA, Cida traz consigo muitas lembranças. “No começo a gente acendia fogueira porque não tinha energia, era só um barracão e muito mato. O espaço, antes de ser nosso, era usado para os pacientes terminais de hanseníase e psiquiátricos.”

Para a sindicalista é muito difícil olhar para todas essas conquistas e o cenário politico atual. “Essas reformas (Previdenciária e Administrativa) e o futuro das carreiras publicas não é legal, como cenário de país. Tivemos muito retrocesso e o sindicato precisa dessa qualidade de agregar e avançar nas articulações. Precisamos investir na qualificação dos lideres pra terem esse despertar de ocupar os espaços de poder”, finalizou.

“Cida, assim como Rita, Dona Laudelina, e mais de 2 mil mulheres, representam 70% dos filiados ao SISMA/MT. Elas foram apresentadas nessa série de reportagens durante a semana como uma forma de agradecimento pela luta, coragem e determinação”, ressalta a presidente Carmen Machado.

Com a Assessoria SISMA-MT

Leia Mais:

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *