Remédios para intubação só duram mais um dia em São Sebastião, diz prefeito

O aumento de internações por Covid-19 está acabando com medicamentos usados nos hospitais em casos graves. O prefeito de São Sebastião, Felipe Augusto, afirmou que o estoque de insumos para intubação de pacientes só vai ser suficiente para mais um dia na cidade do litoral norte de São Paulo.

“O nosso estoque dura até amanhã, de domingo (21) para segunda-feira (22), e será utilizado apenas com os pacientes já entubados. O problema é que a falta destes medicamentos demanda a extubação, ou seja, terá que retirar esse paciente que está em estado grave e intubado e passar para as máscaras de respiração. Um risco enorme”, diz.

O prefeito afirma que, diante da previsão de que os medicamentos iriam faltar, ele procurou as autoridades de saúde e requisitou novos lotes dos insumos. “Eu, pessoalmente, fui à Brasília para tentar conseguir mais do chamado kit de intubação. Mas, neste momento, esse estoque começa a finalizar, e os kits ainda não chegaram.”

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O prefeito analisa que a necessidade de intubação prolongada, que chega a durar meses, exigiu uma enorme quantidade dos medicamentos. “Como nós tivemos casos aqui de pacientes que precisaram ficar mais de 70 dias entubados, esse consumo pelo medicamento foi muito alto. Os estoques foram baixando e nós fomos tentando fazer as compras. Enquanto o conjunto de medicamentos necessários para o processo de intubação foram reduzindo, as empresas não conseguiram repor, segundo elas, por falta de matéria-prima”.

Ao todo, 16 pessoas estão internadas em São Sebastião, sendo que onze estão intubadas e sedadas. Segundo Felipe Augusto, a cidade já não está mais aceitando novos pacientes, que estão sendo transferidos para outros locais.

“A resposta que nós tivemos até agora foi a cessão de um pequeno lote de medicamentos que facilitou, inclusive, dois atendimentos de emergência. Nós conseguimos repor uma parte do estoque e fazer dois atendimentos de urgência que foram rapidamente entubados e transferidos. Então, já houve essa resposta positiva, mas ainda não temos condição de atender os pacientes por mais dias”, afirma.

Fonte: www.cnnbrasil

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