Poluição e escassez de recursos

Por vezes me questiono se a humanidade terráquea é provida de inteligência e racionalidade, pois são tantos atentados e violação ao planeta Terra que me causam perplexidade. O Homem, o ser racional, utilizando-se de forma infeliz do seu livre-arbítrio polui o planeta, aniquila espécies de animais e vegetais e transforma nossa morada em depósito de lixo.
Há estimativas de que cada ser humano produz 0,6 quilos de lixo por dia. Baseando-se numa família média brasileira, composta por quatro pessoas, obtém-se o total de 876 quilos por ano. Se projetarmos esses números para o mundo todo – uma população de mais de 7, 844 bilhões de pessoas – chegaremos a um número assustador. O aumento populacional e o consequente acréscimo de lixo criam-nos um problema: Onde e como desfazer dos mesmos?  Como fazer para que não contamine o ambiente? Importante considerar que a maior parte do lixo corresponde a materiais recicláveis, que no Brasil chega a 85% do total, e poderiam estar fora dos lixões.
Percebe-se acanhadas iniciativas governamentais aqui e acolá, uma tímida política de resíduos sólidos, uma ou outra resolutiva medida quanto ao eficaz aterro sanitário, uma ou outra escola que dá ênfase no processo educativo quanto à importância de cuidarmos da nossa morada, medidas isoladas na sociedade incentivam a coleta seletiva e outras ações benéficas ao meio ambiente, a falta de educação e conscientização ambiental não é raridade.
Faz-se oportuno fixar a ideia de que por Meio Ambiente entende-se tudo o que nos rodeia, além de nós mesmos, ou seja, o ar, as plantas, os animais, os rios, os mares, as indústrias, os aeroportos, as residências, etc. Num sentido mais amplo, o Meio Ambiente tem relação com o Universo, pois qualquer depredação ambiental terá repercussão em todo planeta e no cosmo. Por exemplo, um conflito isolado, deixará elementos químicos no ar provenientes dos mísseis por um significativo tempo, comprometendo o solo, a água e o ar…
Tudo está interligado no Cosmo, a Física Quântica já nos descortina essa realidade, mas a maioria da humanidade parece não ter consciência dessa realidade e não pensa nas implicações e repercussões dos seus atos em seu desfavor e dos seus entes queridos… esquecemos de que estamos poluindo e contaminando o lar de nossos filhos e netos, comprometendo um futuro mais salutar à nossa descendência.
O Homem é a raça de animal mais predadora que tem em nosso Orbe, observemos o exemplo dos animais que se utilizando “apenas” do instinto, só consomem aquilo que satisfaz as suas necessidades. Vivendo naturalmente, eles não causam desastres ecológicos, porque a própria natureza incumbe-se de manter o equilíbrio. Em outra via de atuação, o homem, sendo o elemento racional, nem sempre age racionalmente e interfere de forma destrutiva na natureza, desequilibrando o meio ambiente.
Alguns apressados argumentam que a Terra nem sempre produz o suficiente a todos e por isso justificam as ações de agressão ao meio ambiente como meio legitimo de aumento da produção, mas isso não procede, somos sabemos de que existem desperdícios em alguns países, imediatismo econômico resultado da ganância humana, falta de conhecimento e orientação técnica, além da falta de educação ambiental que deveria ser matéria obrigatória em todos os colégios. A Terra sempre produzirá o necessário se o homem souber contentar-se. Se ela não cumpre a todas as necessidades é porque o homem emprega no supérfluo o que se destina ao necessário.
Os animais não criam necessidades artificiais e não usam o meio ambiente para o enriquecer, ao contrário do homem que o destrói por ganância, colocando em risco seu próprio negócio em uma projeção futura. Atentemos para a forma como o árabe no deserto encontra sempre do que viver, porque não cria necessidades fictícias. Mas quando metade dos produtos é desperdiçada na satisfação de fantasias, deve a humanidade se lastimar de que a escassez visitará alguns. A Natureza é pródiga e previdente, o homem é que em seu egoísmo e orgulho desregula a sabedoria divina e exclui muitos da bonança.
Toda destruição que ultrapassa os limites da necessidade é uma violação à Lei do Criador, do humanitarismo e do bom senso. A Mãe Gaia oferecer-nos-á sempre o suficiente desde que saibamos utilizar os seus recursos naturais com parcimônia. Quer queiramos ou não, há uma lei natural que rege todas as nossas ações: boas ou más. Assim, se comermos em demasia, poderemos contrair uma doença; do mesmo modo, se poluirmos o espaço mais do que ele pode suportar, poderemos presenciar novas enfermidades e algumas calamidades.
Para o provimento de suas necessidades, os homens são obrigados a transformar os recursos naturais, o desafio está em usar os bens naturais de forma sustentável e conservativa, isto é, respeitar e observar a lei de conservação, o equilíbrio cósmico e exercitar o amor ao próximo.

VINI BELLO

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