Polícia é cúmplice da violenta supremacia branca em Washington, destaca entidade

Polícia é cúmplice da violenta supremacia branca em Washington, destaca entidade

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Apoiadores de Donald Trump no Capitólio, nesta quarta-feira (06)

Polícia é cúmplice da violenta supremacia branca em Washington, o Centro de Direitos Constitucionais dos EUA, instituição do terceiro setor dedicada a garantir direitos no país, condenou “a violenta insurreição em Washington”, com a invasão do Congresso norte-americano por apoiadores de Donald Trump, ocasionando a morte de pelo menos quatro pessoas.

Em nota pública, a instituição destacou a “cumplicidade da polícia” que faz a segurança do Congresso e a diferença do episódio desta quarta com os protestos do Black Lives Matter, realizados na capital dos EUA após a morte do afro-americano George Floyd por um policial branco.

Polícia é cúmplice da violenta supremacia branca em Washington

“Os Estados Unidos são um país cuja fundação, história e políticas internas e externas em andamento se baseiam na supremacia branca. E em nenhum lugar isso foi mais verdadeiro do que na cumplicidade e colaboração da polícia.”

Para o Centro de Direitos Constitucionais dos EUA, o evento desta quarta foi um ato “da supremacia branca” que contou com o apoio da “polícia”, que “colocou sua política, sua lealdade e sua hipocrisia em plena exposição”.

“Compare o tratamento racial díspar da polícia e de outras forças de segurança aos manifestantes pacíficos do movimento Black Lives Matter neste verão – balas de borracha, gás lacrimogêneo – com o tratamento dado a bandidos brancos armados que invadiram o Capitólio ontem – abrindo os portões, deixando as pessoas que quebraram janelas e quebraram portas entram com armas e bombas, deixando as patrulhas desguarnecidas, tudo gravado em vídeo.”

E não se restringiu a este único exemplo: “lembre os protestos da saúde, onde a polícia do Capitólio prendeu pessoas com deficiência, empurrando alguns com cadeiras de rodas, e os protestos DREAM Act (contra a deportação de crianças e jovens imigrantes) de maio de 2018, onde prenderam dezenas de ativistas sentados no chão. A polícia do Capitólio matou uma mulher negra, Miriam Carey, por acidentalmente chocar com seu carro um posto de controle de segurança da Casa Branca.”

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“Os que estão no poder não levam a sério as ameaças explícitas de violência da supremacia branca e reservam seus métodos brutais para os manifestantes negros, pardos, indígenas e LGBTQIA + e seus aliados. O que não quer dizer que a polícia deva usar esses métodos contra os supremacistas brancos”, destacou.

Segundo o CCRJustice, os vídeos que mostram a polícia colaborando com os ativistas apoiadores de Trump para facilitar a violência devem, agora, revigorar as discussões sobre a desmilitarização das forças de segurança, uma vez que eles “não estão na função de nos manter seguros, nunca estiveram”.

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A entidade ressaltou que o objetivo da polícia militarizada “era fazer cumprir a escravidão e devolver as pessoas que haviam escapado aos escravos” relacionando que a Polícia é cúmplice da violenta supremacia branca em Washington.

“As décadas de assassinatos policiais e violência contra negros, pardos, deficientes, não-conformes de gênero e indígenas foram cometidos com impunidade, perdoados pelo estado. Isso serviu para capacitar fundamentalmente os supremacistas brancos e encorajar a atmosfera em que os brancos pensam que é seu lugar ‘corrigir’ violentamente uma situação por mudança de poder – ou uma eleição – que não os beneficia.”

Segundo o Centro de Direitos Constitucionais, “não podemos arriscar mais um dia de Trump no poder”. Segundo a instituição, se faz necessária a impugnação do presidente que incitou os atos desta última quarta, “porque ele não está apto para o cargo, representa um perigo para nosso país” e mostrou que “é capaz de criar um caos ainda maior em seus dias restantes no cargo”.

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A nota completa pode ser conferida aqui.

Fonte: jornalggn

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