Artigo: Para Mendes Aposentado não têm valor, o Agro Sim

 

Por: Marcio Rios

Mesmo concedendo 8 Bilhões de incentivos e isenções fiscais ao Agro, causando diminuição da arrecadação do Estado, para Mauro Mendes a culpa do déficit da previdência é dos aposentados e não da má gestão de seu governo e dos desvios cometidos por gestores do MTPREV, afinal Aposentado não têm valor, o Agro Sim.

A produção de óleo de peroba do País não seria suficiente para “lubrificar” a cara de pau de alguns gestores ao imputar o peso da máquina aos trabalhadores, o discurso de maldade na defesa de interesses privados vai além da insanidade onde se taxam idosos, ao invés de cuidar de quem fez o estado se desenvolver e só beneficia quem enriquece há décadas mamando nas tetas do governo (e não sobreviveria sem o Estado!).

O tema isenção fiscal não é sequer debatido pelo atual governo, segundo projeções de 2018 (veja clicando aqui) a perda em recursos seria da ordem de R$ 11,321 bilhões com renúncia fiscal no período de 2018 a 2020.

Em novembro de 2018, o Tribunal de Contas do Estado (TCE) chegou a proibir o Governo de conceder novos incentivos fiscais, implicando em renúncia, para preservar o equilíbrio fiscal do erário.

Matéria veiculada pelo gazeta digital e replicada pelo portal R7 (27/05/2019) já demonstrava que o Incentivo fiscal estava crescendo 4 vezes mais que arrecadação em MT, portanto não há desculpas para o açoite contra os trabalhadores públicos, a não ser que parte desses recursos estejam voltando em forma de óleo de peroba para lubrificar a cara de pau de alguns gestores que insistem em um discurso mentiroso.

Vamos um pouco mais adiante nessa discussão para esclarecer fatos não revelados pelo governo Estadual, segundo os adeptos do discurso anti servidor a previdência deve se auto sustentar, porém não dizem à população que o lastro previdenciário é mantido a base de terrenos e imóveis podres, muitos dos quais se encontram até mesmo cedidos para igrejas evangélicas, como o grande templo (Espia Clicando Aqui), ou a maçonaria (Espia Clicando Aqui) por exemplo.

Há várias denúncias inclusive do Fórum Sindical que nunca vieram à luz, a transparência é zero no Estado de Mato grosso, uma delas foi feita ainda em 2014 e veiculada no site gazeta digital (Espia Clicando Aqui) sobre o imóveis podres dados pelo governo em troca do pagamento de aposentadorias.

“Parte dos sindicatos que integram o Fórum Sindical em Mato Grosso denuncia que os 8,5 mil imóveis que o governo do Estado pretende usar como ativo e colocar como garantia para pagamento de aposentadorias dos servidores estaduais em caso de aprovação do projeto de lei que cria o Fundo Previdenciário Integrado (MT Prev) são “fictícios”. Isso porque tais imóveis e propriedades não estariam mais em poder do Estado. Ou seja, não integram mais o patrimônio de Mato Grosso. Garantem que apenas os títulos estão em nome do Estado, mas que as terras localizadas em glebas e assentamentos de várias cidades já foram demarcadas e distribuídas e os assentados têm um prazo de 10 anos para titular.”  (GD – 12/05/2014)

Hoje após a aprovação da PLC 36 (que isenta servidores aposentados que ganham até o teto do INSS de pagar impostos sobre a previdência),  o nobre (DES) governador Mauro Mendes (DEM) afirmou que a aprovação da PLC foi uma “presepada” da Assembleia Legislativa, e que “alguém vai pagar a conta” por esta decisão. (Espia Clicando Aqui).

Segundo MM a previdência é “um dos grandes problemas do mundo e do Brasil”: “Tem Estado que está quebrando, nossa previdência aqui – vocês não levam isso em consideração ás vezes, [mas] Mato Grosso tem o segundo melhor salário médio do Brasil (fonte?), só perdemos para o Distrito Federal. Brasília que é aquela ilha de prosperidade, primeiro, Mato Grosso segundo. Vocês têm que olhar mais isso”.

O atual (DES) governo deve olhar para o rombo que ele mesmo está causando à sociedade com altas isenções e incentivos fiscais à revelia das necessidades da população, afinal para os amigos do Agro existem recursos (8 Bilhões), mas para quem trabalha pelo Estado e atende a população em meio ao caos não há recursos, pois para Mendes Aposentado não têm valor o Agro Sim!

Populisticamente mais uma vez Mauro, seguindo seu ídolo Bolsonaro (que flerta constantemente com o nazismo, seja por seu slogam de campanha ou através de seus indicados a Ministros) elege como o vilão das mazelas do país o servidor público, mas que fique explicito aqueles vinculados ao Poder Executivo, pois flerta com militares e forças de segurança lhes garantindo Benesses (ainda que questione judicialmente o fato pois sabe que não será revertido), flerta com o judiciário e legislativo não questionando ou debatendo realmente o imenso desperdício de dinheiro público.

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Uma coisa é certa: que no serviço público nas 3 esferas há problemas, todo mundo tá careca de saber ! Mas, imputá-los ao funcionalismo concursado / estatutário tá longe de ser verdade, porque também sabemos que ainda convive-se na administração pública brasileira (3 esferas e poderes) na plena e total égide do patrimonialismo (“confusão entre o que é público e o que é privado”).

Visando colocar “ordem e modernizar a administração pública”, a sociedade fez inserir na Constituição Federal de 1988 alguns preceitos fundamentais, a saber: regime jurídico único, plano de cargos e carreiras, estabilidade e concurso público!

Porém, passados 32 anos de “vida” da Constituição, ela sequer foi consolidada ou teve a totalidade de seu conteúdo implantado. No quesito serviço público exigiu-se a hegemonia do servidor público estatutário, mas devido ao viés político partidário, esqueceu-se de cuidar do aspecto administrativo / gestão (decisões superiores), deixando nas mãos da dita “classe política” o controle, estando aí certamente a razão de todos os males atuais.

Enfim, a pergunta que fica é: Afinal, quem ganha com a desvalorização do servidor público e da administração pública brasileira, que proporciona inúmeros serviços / políticas públicas à sociedade e gera milhares de empregos aos brasileiros de todas as camadas sociais, sem distinção de quaisquer natureza via concurso público, aberto, transparente e democrático (pelo menos é o que se espera)?

Aliás, quem deve uma explicação e uma boa justificativa para tamanha injustiça e discriminação é o atual governador, que na campanha eleitoral assumiu um compromisso de valorizar o funcionalismo do Poder executivo, porém cometeu o maior estelionato eleitoral da história mato-grossense.

Enquanto Bolsonaro fez seu estoque de cloroquina para seu “batismo” junto aos fundamentalistas religiosos, Mauro estoca óleo de peroba.

Óleo de peroba é pouco para lustrar tanta cara de pau nesse Estado!

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