O mundo tem cada vez mais favelas

O mundo tem cada vez mais favelas

No encontro de Nairóbi, capital do Quênia, África, encerrado no começo de abril, que reuniu delegados, sociedade civil e Ongs para tratar da alocação de recursos para o programa da ONU para assentamentos humanos (UM-Habitat), o secretário-geral Ban Ki-Moon, alertou que, por conta da crise econômica, o número de moradores de favelas no mundo pode chegar a 3 bilhões até 2050.

Esse alerta tem base no documento preparado, em 2008, pela relatora das Nações Unidas para o Direito à Moradia, a brasileira Raquel Rolnik, urbanista e professora da Universidade de São Paulo (USP).

Favelização das periferias

As regiões mais comuns onde a população não usufrui o direito à moradia digna está na África subsaariana, com 62% da população urbana morando em condições precárias, sul da Ásia, 43% e Ásia oriental, 37%.

Segundo o relatório, a favelização atinge cada vez mais as regiões ricas como, por exemplo, Madri, Lisboa, Paris e Los Angeles.

Com a crise das hipotecas nos Estados Unidos, propulsora da crise mundial, 2 milhões de norte-americanos ficaram sem casa. Outros 2,2 milhões vão perder as casas até o fim de 2009.

A União Européia revelou que a pobreza atinge 72 milhões de pessoas na região, 16% da população, principalmente no Leste Europeu, em países como Bulgária, Romênia e Ucrânia. Do total das pessoas que vivem em favelas e cortiços no mundo, a Europa é responsável por 6%.

Raquel Rolnik explica no relatório que o crescimento imobiliário das últimas décadas expulsou a população mais pobre dos centros das cidades, levando esses habitantes, a maioria imigrantes, para as periferias.

No Brasil

As décadas de 60 e 70 agravaram o fenômeno da favelização no Brasil.

Em todo o país, 54 milhões (34,5% da população urbana), ainda vivem em condições de moradia inadequadas. Os dados são Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, que baseou seu estudo na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios de 2007.

Esse dados revelam que, um em cada três brasileiros que vivem nas cidades não têm condições dignas de moradia.

No caso exclusivo das favelas, em 1992, eram 5 milhões de pessoas (3,2% da população). Em 2007, esse número subiu para 7 milhões (3.8% da população).

A maioria está concentrada nas regiões metropolitanas de São Paulo e Rio de Janeiro, segundo o Instituto. Em São Paulo, existem 1.565 favelas, segundo a prefeitura.

Leia o documento do Ipea na íntegra.

Fonte: redebrasilatual

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