Mísseis destroem prédio da Associated Press e Al-Jazeera na Faixa de Gaza

Ataque aéreo israelense destruiu a torre da Associated Press e escritórios da Al Jazeera em Gaza. (AP YouTube/Reprodução)

Um ataque aéreo israelense destruiu um prédio na cidade de Gaza que abrigava escritórios da Associated Press, Al-Jazeera e outros meios de comunicação horas após outro ataque aéreo israelense a um campo de refugiados que matou pelo menos dez pessoas, a maioria crianças.

O ataque ao arranha-céus aconteceu quase uma hora depois que os militares ordenaram que as pessoas evacuassem o prédio de 12 andares, que também abrigava outros escritórios e apartamentos residenciais. Os mísseis derrubaram toda a estrutura do imóvel, que desabou em uma gigantesca nuvem de poeira. Não houve explicação imediata para o motivo do ataque.

A onda de violência começou em Jerusalém e se espalhou por toda a região, com uma série de confrontos entre árabes e judeus em várias cidades. Na parte da Cisjordânia que é ocupada por palestinos também houve protestos nesta sexta-feira, com forças israelenses tendo atirado em onze pessoas.

Ontem, o diplomata norte-americano Hady Amr chegou a Israel para tentar desacelerar o conflito, enquanto o Conselho de Segurança das Nações Unidas se organiza para uma reunião amanhã. Um acordo de trégua chegou a ser aceito pelos governantes do Hamas, embora tenha sido rejeitado por Israel, segundo uma autoridade egípcia que não quis se identificar.

Desde segunda-feira, o Hamas disparou centenas de foguetes contra Israel, que revidou com ataques à Faixa de Gaza. Lá, pelo menos 139 pessoas foram mortas, incluindo 39 crianças e 22 mulheres. Em Israel, o número de vítimas fatais está em sete. Também nesta semana, militares notificaram que estavam prestes a atacar um prédio na Cidade de Gaza onde ficam os escritórios de meios de comunicação, incluindo a Al Jazeera e a Associated Press, cujos funcionários evacuaram o edifício.

A Organização das Nações Unidas (ONU) afirma que os habitantes da faixa de Gaza sofrem cortes de energia diários de oito a 12 horas e cerca de 230 mil pessoas têm acesso limitado à água encanada.

O ataque ao prédio que abriga os escritórios de mídia ocorreu à tarde, depois que o proprietário do imóvel recebeu um telefonema do exército israelense avisando que o prédio seria atingido. A equipe da AP e outras pessoas no prédio evacuaram imediatamente e foram declaradas seguras.

Al-Jazeera, a rede de notícias financiada pelo governo do Catar, transmitiu os ataques aéreos ao vivo enquanto o prédio desabava.

Israeli air strikes destroyed the building in #Gaza that housed the offices of Al Jazeera, AP, the BBC and others media outlets.#Israel #Palestine pic.twitter.com/liX0GZYF5J

— Mohammed Jamjoom (@MIJamjoom) May 15, 2021

“Este veículo não será silenciado. A Al-Jazeera não será silenciada ”, disse uma apresentadora da Al-Jazeera English, com a voz embargada de emoção. “Podemos garantir isso agora.”

O bombardeio no início do sábado atingiu uma casa de três andares no campo de refugiados de Shati na Cidade de Gaza, matando oito crianças e duas mulheres de uma mesma família.

A mãe e seus quatro filhos – com entre 5 e 15 anos – morreram, segundo fontes médicas palestinas. Quatro primos – com entre 8 e 14 anos – e sua mãe, que os visitavam por ocasião do Eid al-Fitr, que marca o fim do Ramadã, também morreram, segundo a mesma fonte.

Os dois pais, Aala Abu Hattab e Mohamad Al Hadidi, que estavam do lado de fora do prédio, sobreviveram, assim como um bebê de cinco meses que foi hospitalizado.

As crianças “estavam seguras em casa, não carregavam armas, não disparavam foguetes”, disse Mohammad Al Hadidi. “Usavam roupas novas para o Eid al-Fitr”.

O chefe do Hamas, Ismail Haniyeh, denunciou em um comunicado “um massacre hediondo no campo de Al-Shati”.

O Exército israelense, por sua vez, anunciou que durante a noite realizou pelo menos cinco bombardeios em toda a Faixa de Gaza.

Entre os alvos, de acordo com um comunicado do Exército, estava um dos quartéis-generais de Taufik Abu Naim, comandante das forças de segurança do Hamas, bem como vários “locais usados para disparos de foguetes” no norte e sul do enclave, além de “edifícios da inteligência militar” do Hamas.

(Com informações da AFP e Estadão Conteúdo)

Fonte: exame

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