Marielle Franco vira nome de rua em Rondonópolis

Presidente da Câmara de vereadores de Rondonópolis Roni Magnani – Foto: Messias Filho – AGORA MT

A Câmara Municipal aprovou ontem um projeto do vereador Roni Magnani (Solidariedade) dando o nome da vereadora carioca Marielle Franco à ‘Rua 03’ que atravessa os bairros Dona Neuma e Antonio Geraldini, em Rondonópolis. Marielle foi assassinada há três anos juntamente com o motorista dela, Anderson Pedro Mathias Gomes e o crime ganhou repercussão internacional.

O projeto foi aprovado por todos os vereadores presentes e segundo o autor a homenagem é também uma forma de manter viva a memória de Marielle – que era filiada ao PSOL e se notabilizou na defesa de comunidades pobres e minorias na cidade do Rio de Janeiro.

A iniciativa chegou a ser alvo de críticas de grupos de extrema-direita nas redes sociais. Roni Magnani, que também preside a Câmara Municipal, lamentou essa reação e disse que a homenagem não deve ser analisada pelo prisma da política partidária.

“Independentemente de partido ou ideologia não podemos permitir que crimes assim fiquem sem solução ou caiam no esquecimento. Precisamos combater todas as formas de violência, em especial as que são cometidas contra mulheres que lutam por seus direitos”, disse Magnani.

O vereador também ressalta que o uso de nomes de personalidades para denominar ruas, prédios e outros espaços públicos é uma tradição da Câmara Municipal. “Recentemente aprovamos o nome da Terezinha Silva, que também foi assassinada, para o Sanear. Posso citar também a ex-vereadora Vilma Moreira e a educadora Edith Pereira Barbosa, que hoje dão nome a escolas. Temos inúmeros exemplos assim na cidade”, ressaltou.

CASO MARIELLE

Marielle Francisco da Silva era socióloga, ativista social e foi eleita vereadora do Rio de Janeiro em 2016 com a quinta maior votação. Ela nasceu no Complexo da Maré, uma comunidade pobre, e também se destacou na luta contra as milícias urbanas e no apoio às vítimas de violência.

A então vereadora foi morta a tiros no dia 14 de março de 2018, juntamente com o motorista quando voltava para a casa. Os acusados da execução foram presos, mas ainda não foram julgados. Até hoje não se sabe os motivos e quem foram os mandantes do crime.

AGORA MT

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