Mais de 55 mil pessoas foram resgatadas do trabalho escravo no Brasil

Mais de 55 mil pessoas foram resgatadas do trabalho escravo no Brasil

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Número sobre o trabalho escravo no Brasil é referente aos últimos 25 anos. No primeiro semestre de 2020, mesmo diante das restrições relacionadas à pandemia de Covid-19, foram realizadas 45 ações fiscais em todo país e 231 trabalhadores foram resgatados de condições análogas às de escravo

Imagem ilustrativa/ Foto: Adobe Stock

Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), 40 milhões de pessoas são vítimas do trabalho escravo contemporâneo no mundo. O Brasil, infelizmente, faz parte do comércio ilegal de trabalho escravo.

Ao todo, ações fiscais de combate ao trabalho escravo contemporâneo no Brasil resgataram, entre 1995 e junho de 2020, 55.004 trabalhadores e trabalhadoras e conseguiram que essas vítimas recebessem mais de R$ 108 milhões a títulos de verbas salariais e rescisórias durante as operações. Os dados são da Subsecretaria de Inspeção do Trabalho (SIT) do Ministério da Economia.

No primeiro semestre de 2020, mesmo diante das restrições relacionadas à pandemia de Covid-19, foram realizadas 45 ações fiscais em todo o país e 231 trabalhadores foram resgatados de condições análogas às de escravo.

Dessas 45 ações fiscais, o Grupo Especial de Fiscalização Móvel (GEFM) foi responsável por 29, e pelo resgate de 115 trabalhadores. As demais ações foram realizadas pelas unidades regionais da Inspeção do Trabalho, integrantes das estruturas das Superintendências e Gerências Regionais do Trabalho. O GEFM atua em todo país e este ano completou 25 anos de existência.

O trabalho escravo ainda é uma realidade tão presente no Brasil que o ano mal começou e 9 indígenas já foram resgatados em uma fazenda no Mato Grosso do Sul.

Entre os trabalhadores resgatados estavam dois adolescentes, de 14 e 15 anos. Segundo o auditor fiscal Antônio Maria Parron, que coordenou a ação, eles estavam alojados em barracos de lona precários, não contavam com instalações sanitárias e faziam suas necessidades fisiológicas no mato, usando a água do córrego para cozinhar, lavar as roupas, tomar banho e matar a sede.

Os dados do primeiro semestre do número de resgatados do trabalho escravo no Brasil são parciais, pois há mais ações fiscais iniciadas em junho de 2020, que ainda serão acrescentadas no Radar do Trabalho Escravo da SIT.

Fonte: Governo Federal/ Ministério da Economia

Fonte: observatorio3setor

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