Há uma palavra que define quem extrai as investigações: corrupto

Por: Jornalismo.art

Pesquisadores haviam avançado de tal forma que Carlos Bolsonaro não só coordenou ataques ao Congresso e ao STF, mas teve participação na Demonstração do golpe do qual Jair Bolsonaro participou por último Domingo. A investigação aberta pelo Supremo Tribunal Federal também havia apontado a participação de Daniel Silveira e Cabo Junio Amaral, ambos deputados federais de Bolsolavista. Foi então que, segundo membros da Justiça e da própria PF, o presidente da República procurou interferir na obra. Ainda, ontem ele fechou com um retiro tático: Sergio Moro decidiu seguir no Ministério da Justiça com a promessa de que Mauricio Valeixo continuaria a run a Polícia Federal.

Mesmo na madrugada, veio a notícia de que o exoneração de Valeixo , servindo a pedido do próprio exonerado, foi publicada com a assinatura digital de Moro no Diário Oficial. Mas nem o ministro tinha assinado nada, nem a demissão tinha pedido para sair. Para o comando da PF, o presidente foi decidido por Alexandre Ramagem, nomeado de Carlos Bolsonaro que hoje dirige a ABIN, a agência de espionagem que, no meio da covid-19pandemia, produziu arquivos contra o ministro da saúde. Para o Ministério da Justiça, o mais citado foi Jorge Oliveira, atual Secretário Geral do governo Bolsonaro.

Demissão

Pego de surpresa pelo noticiário, Moro acordou pronto para renunciar, e programou um Pronouncement para o 11h da manhã. Antes disso, Wagner Rosário, ministro da Controladoria Geral da União, e Carla Zambelli, deputada federal, tentaram fazer com que o ministro da Justiça mudava de opinião. Eu não avançam. Logo pela manhã, Moro entregou a Bolsonaro a carta em que formalizou o desoneração. Ao falar com a imprensa, ele confirmou o que foi publicado, entregou pelo menos seis tipos de crimes cometidos pelo presidente, e explicou o interesse presidencial em interferir politicamente na Polícia Federal.

Percussão

imediatos, os panelistas ecoaram o país com gritos de “Fora, Bolsonaro”. Hamilton Mourão avaliou que a separação de Moro era um fato negativo. Alguns empreendedores de peso reconheceram publicamente que a base de apoio do governo era over. Uma ala do DEM defendeu que Tereza Cristina, o ministro da Agricultura, pedisse a demissão no pacote. Até a primeira-dama tem comprometide o “sin” de desfrutar a mensagem de farewell de Rosangela Moro, que já tinha gerado uma crise antes de explicar apoio a Luiz Henrique Mandetta, desamor do presidente. Os militares deixam vazar que o chefe tinha se tornado uma espécie de zumbi, mas logo conheceram o presidente para facilitar os danos.

Lava Jato

Por nota, a Lava Jato disse que repudiar ele ” tentativas de passar a interferência do Presidente da República em Federal“. Nas redes sociais, Deltan Dallagnol defendeu que “o avanço do trabalho anticorrupção exige que as investigações sejam protegidas da interferência política”. Ontem, Carlos Fernando dos Santos, ex-membro do grupo de trabalho, já tinha falado a favor da saída de Moro.

Impeachment

FHC deu o tom: ” renunciar a si mesmo antes de ter sido entregue. A gente se livre, além de coronavírus, temos um longo processo de impeachment. ‘ Os crimes cometidos pelo presidente não passaram para os membros do STF. A OAB, que vem preparando um pedido de impeachment, também foi atenciosa. O PSB entregou um, o 25º protocolado contra o Bolsonaro.

Rodrigo Maia

Apenas com poder para aceitá-lo, Rodrigo Maia recebeu um grupo de legisladores, mas assegurou que não dará início de processo. Ele alegou que não havia votado no afastamento. No entanto, o cálculo pode ser outro. É certo que o covid-19 matará brasileiros em quantidade muito maior do que os já medidos. O próprio Bolsonaro tem interesse em confrontar o impeachment antes do pico, quando ele será capaz de culpar pelas mortes na crise política. Se o impedimento vier depois, há uma expectativa de que o presidente fique com a imagem muito mais desgastada.

Mas

Mas Mas Celso de Mello, justamente ontem, deu a Maia dez dias para se pronunciar sobre uma ação que no STF acusa o presidente da Casa de omissão. E Augusto Aras, que em campanha sem assumir o STF veio fazer vista grossa para o desmantelamento de quem pode nomeá-lo, não suportou a pressão interna no Ministério Público Federal e pediu uma investigação ao Supremo para que determine as acusações de Moro.

Para o fim de o atrasado, Jair Bolsonaro surgiu em um pronunciamento acompanhado dos demais ministros e de um punhado de derrubados. Ele prometeu “reestabelecer a verdade.” Mas ele só foi capaz de demonstrar a incapacidade de armá-lo com cre. Perguntando se os exemplos estabelecem interferência na Polícia Federal, ele confessou que participou do episódio em que Carlos Bolsonaro escancarou as provas encontradas na portaria do condomínio em que vive, e que insistiu no questionamento da PF ” Em Mossoro, ambas as situações relacionadas com o assassinato de Marielle Franco.

Chantagem

Bolsonaro ainda acusou Moro de usar o cargo de Valeixo para conseguir uma nomeação ao STF. Incidental, encerrou questões não relacionadas que, de alguma forma, envolvesse aquecedores de piscina, INMETRO, taxímetros, Adelio Bishop e quarta criança brides.

Na réplica

negou que a estadia de Valeixo teria sido usada como moeda de troca para uma nomeação ao Supremo. Ele argumentou que, se esse fosse o objetivo, “ele teria concordado ontem com a substituição do Diretor-Geral da PF”. E assegurou que, ao contrário do que o presidente tinha alegado, Valeixo nunca pediu para ser demitido. Na sequência, o governo Bolsonaro repostou a exoneração, mas sem a assinatura de Moro desta vez.

Probes

Antes do fim do dia, a revista Nacional publicou provas de que o ex-ministro tinha contra o presidente da república. Foram dois screenshots. No primeiro, Bolsonaro argumentou que o fato de que uma dúzia de aliados estavam sob investigação era motivo para a mudança do comando da PF. No segundo, Zambelli, em troca do indicado de Carlos Bolsonaro para ser aceito como diretor da Polícia Federal, promete lutar pela nomeação do ainda ministro para o STF. Moro respondeu que não estava à venda. Antes, não era mais ministro da Justiça, Jair Bolsonaro entregou a PF ao candidato da criança investigada.

Drafted

pic.twitter.com/koPwh3fAoM

-Laerte Coutinho (@LaerteCoutinho1) 24 de abril de 2020

Cortes

  • Crise Humanitária -Tudo isso aconteceu enquanto Brasil Confirmado a morte de outras 357 vítimas de covid-19.
  • Economia -Em paralelo, o dólar subiu para uma citação acima dos R$ 5,70, com o fechamento da Bovespa em uma queda de 5,45%.
  • Milícia -Ontem, em outra decisão a ser realizada pelos milicianos, Jair Bolsonaro multiplicou por 12 a quantidade de munição que uma pessoa pode acessar.
  • Renda Mínima -Com a desculpa de que você não quer comprometer o pedal fiscal, o governo Bolsonaro evitou antecipar o pagamento da segunda parcela de ajuda de emergência.
  • Ambiente -Enquanto todos se distrai com o novo coronavírus, Rodrigo Salles, cada vez mais no papel de “O meio sinistro”, sugeriu a Bolsonaro a edição de um decreto que reduz a proteção da Mata Atlântica.
  • Medo -Não por falta de aviso, Regina Duarte voltou a sentir medo, mas do bolsolavismo que o rodeia na Secretaria de Cultura.
  • Diplomacia -Como a diplomacia brasileira não é nada mais do que cosplay barato do americano, o Brasil ficou de fora de um aliança que, juntamente com a OMS, dará acesso a tratamentos covid-19.
  • Desinfetante -Sem ter a menor noção do absurdo que falou, Donald Trump sugeriu que o novo coronavírus seja contrata com a injeção de desinfetante.
  • Fbreezes -Um estudo chinês confirmou algo que os médicos brasileiros já compartilhavam informalmente: a presença de coronavirus no banquinho ainda é mais do que no sistema respiratório, que demanda mais cuidados com pacientes idosos e filhos.
  • Live -Assim como vários artistas, Dilma Rousseff fez um “live” no Instagram, mas só porque ela estava confusa fazendo uma chamada de voz com Nicolas Trotta, ministro da educação da Argentina.

To Pius

Nunca perde de vista que Moro viu tudo isso de perto e aceitou e defendeu por quase dezoito meses, a partir do convite à demissão.

-Vinicius M. Justo (@relances) 24 de abril de 2020

Abertos Aspas

” A Constituição nos dá caminhos, o MDB não vai omitir para apresentar soluções e alternativas. “

MDB nacional, parte, salivando para um terceiro impeachment de sucesso.

Vale Siga

Além de ser um dos rostos mais angelicos que o Iraque produziu, Ihan Haydar toca bateria com a firmeza de poucos.

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?? ???? Aproveite! E tag uma cabeça de metal (lica)!?

Um post compartilhado por Ihan Haydar (@ihanhaydar) em 7 de fev de 2020 às 11 35am PDT

Fontes

Esta coluna só poderia ser escrita graças ao trabalho de uma imprensa profissional que determinou as informações referenciadas acima, e que abaixo é venerado: Política BR, CNN Brasil, Congresso em Foco, Correio Brasileiro, Crusoé, Epoch, Stadia, Exam, Leaf of S. Paulo, leaf of S. Paulo, G1, O Globo, O Antagonista, Power 360, Terra, UOL, Valor Econômico, Veja e Vortex Media.

 24.04.2020 Brasilia/DF Pronúncia do presidente da República, Jair Bolsonaro após a renúncia do ministro Sérgio Moro. Foto: Carolina Antunes/PR 04.04.2020 Brasília/DF Pronunciamento do presidente da República, Jair Bolsonaro após renúncia do ministro Sérgio Moro. Foto: Carolina Antunes/PR

A imagem que ilustra esta edição foi gravada no dia 24 de abril de 2020 pela fotógrafa Carolina Antunes, da Presidência da República, em Brasília, Distrito Federal. Nele, Jair Bolsonaro, acompanhado dos ministros do Governo Federal, é pronunciado após a demissão do ministro Sérgio Moro.

Não existe um país decente sem imprensa livre.

Canção do dia

Porque o rei está nu, no entanto, o rei não é mais bonito nu.

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