Gustavo de Conti: o novo técnico da seleção masculina e a esperança do basquete brasileiro

Gustavo de Conti: o novo técnico da seleção masculina e a esperança do basquete brasileiro






Anunciado nesta semana, o ex-jogador brasileiro ainda contará com o auxiliar técnico e ex verde amarelo Tiago Splitter


Gustavo apontando o escrito ‘Brasil’ sobre o peito. (Foto: Divulgação / CBB)


Por Vitor Hugo e Danilo Lysei


Desde a década de 2000, foram diversas crises políticas na Confederação Brasileira de Basketball (CBB). Para começar uma história sem os velhos hábitos, a seleção passou a ser comandada por técnicos estrangeiros e foi criado um novo torneio em 2008, o Novo Basquete Brasil, um campeonato mais competitivo graças aos investimentos nos clubes e na formação de jogadores.


O cenário começou a mudar com a classificação para as Olimpíadas de Londres 2012 e com as conquistas dos clubes nacionais em competições internacionais. Porém, o encaixe dos treinadores estrangeiros não foi como o esperado e o Brasil voltou a ficar fora dos jogos Olímpicos de Tóquio, em 2021.


Para voltar a brilhar também com a amarelinha, a CBB decidiu convocar, após 13 anos, um brasileiro para treinar a equipe masculina. O anúncio do novo técnico e esperança para a seleção foi feito na última segunda-feira (20), pela CBB.




Gustavo de Conti não é só uma grande mente tática. Ele foi fundamental na formação de tantas das nossas jovens estrelas e agora tem o desafio de formar um grupo mesclando: uma nova geração muito talentosa em ascensão com a experiência de alguns craques que estão perto de se aposentar.


Com quase 24 anos de carreira, ele ganhou seu primeiro título como treinador aos 18 anos, dirigindo a categoria sub-12 do Ypiranga. Ganhou destaque ao ser multicampeão pelo Paulistano e se transferiu para o Flamengo, sendo o atual vencedor do NBB e da Champions League das Américas.


“É a realização de um sonho e um desafio na minha carreira. Desde que comecei como treinador de basquete, nas categorias de base do Ypiranga e depois no Paulistano, por quase 24 anos de carreira, trabalhei com esse objetivo”, contou o ex-camisa 10 ao Globo Esporte.


A boa notícia para os rubro-negros é a conciliação do time com a seleção. Depois de uma rápida passagem como assistente técnico em 2012, ele assume a equipe principal já se preparando para o primeiro desafio: em novembro, o Brasil encara o Chile pelas eliminatórias da Copa do Mundo de 2023 que terá jogos no Japão, Indonésia e Filipinas.


Gustavo sobre o comando do Flamengo (Foto: João Pires / LNB)


Em colaboração à potência de Conti, a CBB anunciou também, nesta quinta-feira (23), Tiago Splitter como auxiliar técnico no comando da seleção. O ex-pivô do San Antonio Spurs e da seleção brasileira já atuava há quase duas décadas fora do país, quando em 2018 encerrou a carreira nas quadras. Como Gustavo, carrega diversos títulos de carreira, inclusive a marca de primeiro brasileiro campeão da National Basketball Association (NBA).


“Para mim é um orgulho enorme estar na comissão técnica da Seleção depois de muitos anos jogando como atleta. Poder ajudar o meu país na comissão técnica com o Gustavo De Conti.”, narrou em entrevista ao Globo Esporte.


Últimos lances


Torcedores e entusiastas sabem bem como a não participação de Tóquio 2020 foi uma realidade de difícil superação. Após o triunfo sobre a favorita Grécia por 79 a 78, recolocação na chave e avanço às quartas, no mundial em setembro de 2019, a seleção masculina trouxe a expectativa de vermos a camisa verde e amarela vibrando nas quadras olímpicas.


Após quase dois anos e atividades em ritmo menor por conta da pandemia, em uma decisão há poucos dias para a edição, o Brasil foi vencido pela Alemanha por 75 a 64. Sobre uma disputa marcada por erros de ambos os lados e tensões de viradas, o sonho foi superado e administrado, por fim, pela seleção europeia no último quarto.


Em Tóquio, a rival alemã ficou em 3º lugar pelo grupo B e sequer avançou à semi.




Juntos, Gustavo de Conti e Tiago Splitter, com uma nova filosofia de trabalho para seleção, trabalharão ainda para a Copa América de 2022, sediada em casa, e para a recolocação da seleção brasileira nas Olimpíadas em Paris 2024. De cá, fica a expectativa para os próximos e melhores lances em quadra. Na torcida!






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