Governo vai alegar que negocia com Pfizer desde maio de 2020

Governo vai alegar que negocia com Pfizer desde maio de 2020

Vacina contra Covid-19 da Pfizer/BioNTech Foto: Owen Humphreys/Pool via Reuters (8.dez.2020)

O governo reuniu cópias de e-mails que a Pfizer e o Ministério da Saúde supostamente trocaram desde maio, do ano passado, para rebater a acusação de que ignorou uma carta do laboratório, de setembro do mesmo ano, sobre a aquisição de vacinas. A série de e-mails, que virá à tona na sessão desta quinta-feira, apontaria tratativas de compra e venda das vacinas. A informação foi revelada, em entrevista à CNN Brasil, pelo vice-líder do governo Marcos Rogério (DEM-RO)

Na versão apresentada pelo governo, a carta teria sido uma iniciativa da Pfizer para cobrar o que já estaria em negociação com o Ministério da Saúde.

“A carta não influenciou em nada nesse processo. Foram pelo menos trinta tratativas, entre reuniões, troca de documentos, a partir de maio de 2020. Não é setembro”, disse.

“É o Ministério da Saúde que trata desse tema e o presidente agiu assertivamente. O presidente não poderia dizer que iria comprar vacina sem ter a aprovação da Anvisa. A compra é o ato final, até que aconteça a compra há a apresentação do novo fármaco, como está sendo desenvolvido, a intenção de negociar com o Brasil. Tudo isso vinha acontecendo”, afirmou a liderança governista.

A estratégia veio após depoimento do ex-secretário de comunicação da presidência, Fábio Wajngarten, nesta quarta-feira, expor que o governo levou dois meses para responder a da Pfizer. Wajngarten afirma que o retorno ocorreu apenas em novembro, segundo ele, graças a seus próprios esforços, diante da “incompetência” da equipe do então ministro da Saúde, Eduardo Pazuello.Outros senadores governistas ouvidos pela CNN, e que compõem a comissão, viram atraso do governo na apresentação desses e-mails. Para eles, o depoimento de Wajngarten ficou desacreditado.

Entre as datas dos primeiros e-mails e a assinatura do acordo, há quase 1 ano de diferença. O Brasil formalizou a assinatura de contrato com a Pfizer em março deste ano, para a compra de 100 milhões de doses, como anunciou o ministro da Economia, Paulo Guedes, à época. Nesta semana, o governo brasileiro assinou o segundo contrato com o laboratório para obter 200 milhões de doses, no total, somando os dois acordos.

A previsão é receber o carregamento total até o fim do ano. Em setembro, viriam 35 milhões, sendo que atualmente o Brasil recebeu apenas cerca de 1 milhão de doses de Pfizer.

Fonte: cnnbrasil

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