Filiada traz experiência em história de paixão pelo trabalho

“Minha felicidade era ver as pessoas se recuperarem. O sorriso de cada paciente era o nosso combustível”, a fala é de Laudelina da Silva, de 89 anos. Dona Laudelina, como é conhecida, é umas das mulheres em destaque na nossa página oficial e redes sociais, nesta semana Internacional da Mulher.

Laudelina da Silva foi auxiliar de reabilitação no Centro de Reabilitação Integral Dom Aquino Corrêa (CRIDAC) e servidora da Saúde por 30 anos, e há 20 anos é filiada ao SISMA. “Eu lembro que foram levar a ficha de filiação lá no CRIDAC, e desde então conto com o apoio do sindicato, mas minhas melhores lembranças foram ‘Encontros dos Aposentados’, era muito bom rever os amigos e aproveitar uma tarde tranquila na sede social”.

Ela começou a trabalhar na Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae), como cuidadora. Como ela lembra, foi no governo de Garcia Neto (1974/1978), que ela e outras profissionais receberam o curso de auxiliar de reabilitação e começaram a trabalhar na antiga sede do Centro de Rebilitação, “lá na travessa perto da rua Joaquim Murtinho. Naquela época, a atual sede ainda era um presídio”.

“A nossa rotina era ajudando os fisioterapeutas, acompanhando exercícios, e em aparelhos, fazendo massagens, aplicando parafina e ondas curtas, não tinha clínicas particulares, nos éramos a referência em reabilitação”, conta dona Laudelina.

Depois de alguns anos atuando como auxiliar de reabilitação a filiada desenvolveu afeição por uma área de atuação, a de recuperação dos movimentos faciais. “Ver as pessoas recuperarem os movimentos, em especial do rosto, ver criança de dois anos voltando a sorrir, me marcou muito”.

Após muito anos, Dona Laudelina passou de cuidadora para paciente de reabilitação, devido ao câncer de mama. Em isolamento social por conta da  pandemia, ela precisa sair de casa duas vezes por semana para acompanhamento médico. Nos últimos cinco anos, ela já operou duas vezes, e pelo aparecimento de um novo tumor, no ano passado, ela passa por uma nova rotina de medicação e quiometerapia.

A batalha contra o câncer ela encara com serenidade, e se ampara na história de vida que construiu, cultivando a lembrança dos pacientes recuperados, e um casamento que resultou em um filho, dois netos e quatros bisnetos. Dona Laudelina conta que só faria uma coisa de diferente, “Eu queria estudar mais, não tinha pai nem mãe, parei no ensino fundamental para trabalhar, porque não tinha dinheiro para comprar papel. Mas a profissão na saúde me deu oportunidade de proporcionar tudo isso para o meu filho”.

Dona Laudelina, compõe o quantitativo de mais de duas 2.300 mulheres num total de 3.237 filiados ao SISMA/MT. Continuaremos essa série de reportagens durante a semana, com essas trabalhadoras da saúde e suas histórias, representando todas as mulheres do nosso sindicato.

Arquivo pessoal: Dona Laudelina atendendo paciente no CRIDAC.

Com: Por: Yva. com.vc/ Assessoria de Imprensa/ SISMA/MT

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