Europeus vetam voos e isolam Reino Unido para tentar frear mutação do coronavírus – Se Liga Cidadão!

Folha

Começou com a Holanda, mas a disseminação foi rápida: entre a noite de sábado (19) e este domingo (20) diversos países suspenderam as viagens oriundas do Reino Unido após o governo britânico endurecer o lockdown com medo de uma mutação do novo coronavírus.

Acompanharam a decisão holandesa países como Itália, Bélgica, Bulgária, Irlanda e França. A Alemanha e a Áustria anunciaram que estudam adotar medida semelhante. E a Espanha pediu que os países tomem ações coordenadas sobre o assunto.

As suspensões foram anunciadas no dia seguinte ao que o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, endureceu as restrições ao contato social em Londres e partes do sudeste da Inglaterra até 30 de dezembro, citando como razão o espalhamento de uma nova variação do vírus.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) pediu aos seus membros europeus que fortaleçam suas ações de controle contra a pandemia.

Fora do território britânico, alguns casos foram notificados na Dinamarca, na Holanda e na Austrália, segundo a entidade.

A OMS afirmou que, além de “indícios preliminares de que a variante poderia ser mais contagiosa”, a cepa em questão “também pode afetar a eficácia de alguns métodos diagnósticos segundo informações preliminares”.

Passageiro no aeroporto Fiumicino, em Roma (Itália), após o governo suspender voos vindos do Reino Unido
Passageiro no aeroporto Fiumicino, em Roma (Itália), após o governo suspender voos vindos do Reino Unido

Passageiro no aeroporto Fiumicino, em Roma (Itália), após o governo suspender voos vindos do Reino Unido – Resmo Casilli/Reuters

Em vez disso, “não há evidências de qualquer alteração na gravidade da doença”, embora essa questão também esteja sendo investigada. A entidade oferecerá mais informações assim que tiver “uma visão mais clara das características dessa variante”, disse um porta-voz da OMS na Europa.

A África do Sul, que também relatou uma variante diferente na sexta (18), acredita que a mutação mencionada estaria por trás do aumento das infecções. De acordo com a OMS, essa é uma hipótese que está sendo investigada.

As medidas que foram desenhadas para separar Londres e as cidades ao redor dela do resto do Reino Unido levaram a uma corrida às estações de trem. No terminal de St. Pancras, em Londres, de onde sai a linha Eurostar, milhares de viajantes tentavam assegurar lugares em trens ainda no sábado.

“Conseguimos as duas últimas passagens de hoje”, disse à Reuters um francês chamado Leny. “Tínhamos tíquetes para segunda e terça, mas dada a situação e o que está ocorrendo não quisemos arriscar. E fomos os últimos a conseguir.”

Anunciadas às vésperas do Natal, as restrições são as mais severas que o governo já tomou desde o lockdown nacional que vigorou em março e refletem o medo de que a nova variante pudesse aumentar a transmissão do vírus durante o inverno.​

Alarmado com o que chamou de “mutação de disseminação mais rápida” do coronavírus, o premiê britânico mudou radicalmente a estratégia de enfrentamento da pandemia no sábado (19) e impôs um novo lockdown.​

A decisão, anunciada após uma reunião de emergência com sua equipe, veio depois de o governo ser informado sobre novas evidências de uma variante do vírus que já havia sido detectada em Kent, ao sudeste de Londres. Segundo Boris, essa versão do patógeno é 70% mais transmissível do que as anteriores.

Os moradores dessas regiões agora estão sob o nível de alerta mais alto: a orientação é para que todos fiquem em casa e que os comércios considerados não essenciais fiquem fechados.

Pubs, restaurantes e museus já estão proibidos de abrir desde o final de semana passado, e os deslocamentos para fora dessa área também estão suspensos.

Também não será possível realizar reuniões com moradores de outras casas —nas áreas que não estão em alerta máximo, os encontros devem acontecer em um único dia.

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