Covid-19 muda radicalmente medidas de segurança do setor de mineração

 (Germano Lüders/Exame)

Para alguns setores da economia, o trabalho remoto é quase impensável. E a pandemia a covid-19 foi o motivo de uma verdadeira revolução nas medidas de segurança para as empresas mineradoras da América Latina. Além do uso de máscara e de álcool em gel, as empresas precisaram implementar a testagem em massa, pesquisa de comorbidades dos colaboradores, e até entender o histórico familiar de casos de covid-19.

É o que mostra uma pesquisa realizada pela Mercer Marsh Benefícios, consultoria de gestão de saúde e benefícios, com 33 mineradoras da América Latina, sendo 58% multinacionais e 42% nacionais. A pesquisa contou com a participação de empresas instaladas no Brasil, Peru, Chile, Argentina e México. Deste total, dez operam no Brasil.

“É um setor que foi fortemente impactado pela notícia da pandemia, mas agiu rápido porque não poderia parar. O setor administrativo foi para o teletrabalho, mas as pessoas que trabalham no fluxo de extração de minério não. E a pesquisa mostra isso, que não pararam ou pararam parcialmente”, explica Helder Valério, gerente de gestão de saúde e qualidade de vida da consultoria Mercer Marsh Benefícios.

O diagnóstico aponta que 61% das empresas pararam as atividades totalmente ou parcialmente em 2020, enquanto estavam em vigor os decretos mais restritos de circulação em cada país que atuam.

Para a volta dos trabalhadores com segurança, o setor levou em conta alguns fatores. Do total de empresas entrevistadas, 83% consideraram o contato com parentes ou pessoas próximas que tiveram a covid-19 como determinante para identificar um possível risco de contágio.

O meio de transporte foi indicado como fato de risco por 72% das empresas. Cientista apontam que é justamente nos deslocamentos que ocorrem grande parte das contaminações de coronavírus. A pesquisa ainda mostra que a testagem em massa é uma nova prática da mineradoras, com 30% que realizam testes a cada sete dias, 15% fazem a 14 dias, e 12% uma vez ao mês.

“As empresas estão se cercando de uma série de medidas para conter a doença e estão investindo em protocolos de testagem. Também mudaram outros protocolos. Nos refeitórios a disposição das mesas ficou com espaço maior, o horário de almoço e de jantar foram ampliados para reduzir o volume de pessoas”, diz Helder Valério.

O levantamento também mostra que antes de começarem os trabalhos, 21% das empresas pedem que os colaboradores façam um isolamento por pelo menos 14 dias, tempo de incubação do coronavírus.

Fonte: exame

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