Com redução do auxílio emergencial, Brasil terá 61 milhões na pobreza

Estudo da USP aponta que agora em 2021 Brasil terá 61 milhões de pessoas em situação de pobreza e 19,3 milhões na extrema pobreza

Por: Mariana Lima

Com a crise gerada pela pandemia e a diminuição no auxílio emergencial, 61,1 milhões de pessoas devem viver em situação de pobreza agora em 2021, no Brasil. Na extrema pobreza, serão 19,3 milhões. Os dados são de um estudo do Centro de Pesquisa em Macroeconomia das Desigualdades da USP.

Atualmente, são classificadas como pobres as pessoas que vivem com uma renda mensal per capita (por pessoa) inferior a R$ 469 por mês, ou US$ 5,50 por dia, de acordo com o critério adotado pelo Banco Mundial. Já os extremamente pobres são aqueles que vivem com menos de R$ 162 mensais, ou US$ 1,90 por dia.

Em 2019, antes da chegada do coronavírus, 51,9 milhões de brasileiros viviam abaixo da linha da pobreza. Isso significa que a pandemia contribuiu para que 9,1 milhões de pessoas passassem a viver em situação de pobreza.

No ano anterior à pandemia, os extremamente pobres eram 13,9 milhões. Assim, em apenas dois anos, 5,4 milhões de brasileiros se somaram a esse grupo que convive com a carência extrema.

Segundo o estudo, o aumento da miséria esperado para 2021 revela que o auxílio emergencial com valor médio de R$ 250 é insuficiente para recompor a perda de renda da população mais pobre em meio à pior fase da crise de saúde pública provocada pela Covid-19.

Neste cenário, as mulheres e a população negra são as mais afetadas por essa grave piora das condições de vida no país.

Antes da pandemia, a pobreza atingia 33% das mulheres negras, 32% dos homens negros e 15% das mulheres brancas e dos homens brancos. Com o auxílio reduzido de 2021, esses mesmos indicadores devem subir a 38%, 36% e 19%.

Já a taxa de extrema pobreza, antes da crise, era de 9,2% entre mulheres negras, 8,9% entre homens negros, 3,5% entre mulheres brancas e 3,4% entre homens brancos.

Com o benefício emergencial nos valores de 2021, a miséria deve chegar a percentuais muito acima dos verificados antes da crise: respectivamente, 12,3%, 11,6%, 5,6% e 5,5%.

Vale pontuar que o benefício, que ano passado era de R$ 600 e que podia chegar a R$ 1.200 para mães solteiras chefes de família, foi reduzido a uma média R$ 250, variando entre R$ 150 para pessoas que moram sozinhas, R$ 250 para domicílios com mais de uma pessoa e R$ 375 para mães solo.

O universo de beneficiários foi diminuído de 68,2 milhões de pessoas em 2020, para 45,6 milhões de famílias em 2021.

O saque foi restrito a uma pessoa por família e limitado a indivíduos que já receberam o auxílio em 2020. Desta forma, quem perder a renda este ano, não poderá contar com a ajuda.

Fonte: BBC Brasil

Fonte: observatorio3setor

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