Busca por ouro ameaça indígenas e unidades de conservação

Ao todo, 6 milhões de hectares de terras indígenas e unidades de conservação estão ameaçados, na região da Amazônia brasileira. Indígenas Yanomami estão entre os mais vulneráveis à busca por ouro

Mais de 6 milhões de hectares dentro de Terras Indígenas e Unidades de Conservação na Amazônia estão ameaçados por conta da busca por ouro na região.

A informação foi divulgada no estudo ‘Áreas protegidas ou áreas ameaçadas? A incessante busca pelo ouro em Terras Indígenas e Unidades de Conservação na Amazônia’, produzido pelo Instituto Escolhas.

O documento analisou os pedidos de pesquisa (requerimentos e autorizações) para o ouro registrados na Agência Nacional de Mineração (ANM), e que indicam o interesse pela mineração nessas áreas.

Até o fim do ano passado, o Brasil possuía 6,2 milhões de hectares ameaçados pela busca por ouro em áreas protegidas da Amazônia Legal. Este tamanho é o equivalente a dois países como a Bélgica ou 40 vezes a cidade de São Paulo.

Deste total, 3,8 milhões de hectares estão em Unidades de Conservação e 2,4 milhões de hectares estão em Terras Indígenas.

No total, são 85 territórios indígenas afetados pelos pedidos de pesquisa para o ouro e 64 Unidades de Conservação.

A Terra Indígena Yanomani, que está localizada nos estados do Amazonas e de Roraima, é uma das que se encontram em maior vulnerabilidade, com 749 mil hectares sob registro.

A Terra Indígena Baú, no Pará, é a segunda em extensão de processos, 471 mil hectares estão registrados.

O levantamento apontou que o número de pedidos em Terras Indígenas vem aumentando desde 2018, sendo que no ano passado atingiu o seu recorde, com 31 registros de pesquisa.

Em 2020, os municípios da Amazônia Legal arreca15daram uma compensação financeira pela extração de ouro 60% maior do que todo o ano de 2019 e 18 vezes acima do valor registrado há dez anos.

Por: Isabela Alves/Foto: Arquivo/Agência Brasil

Para mais informações sobre os garimpos, acesse: www.escolhas.org/amazoniasemgarimpo.

Fonte: observatorio3setor

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