A COP-26 e o futuro da humanidade – ARTIGO – Portal R10

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*POR BRUNO SADECK
            Os olhos do mundo estarão direcionados, a partir do dia 31 de outubro de 2021, para a cidade de Glasgow na Escócia durante treze dias com o intuito de acompanhar a realização da 26ª Conferência das Partes da Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC), conhecida como COP-26.
            Durante este período chefes de Estado e de governo de aproximadamente 200 países, organizações internacionais, ONGs, cientistas, empresários, diplomatas, políticos, governos subnacionais, membros da sociedade civil, dentre outros irão debater e discutir ações e políticas para enfrentar o aquecimento global. Um dos objetivos da conferência é fomentar os países a zerar o lançamento de dióxido de carbono até 2050, a fim de alcançar a neutralidade a médio prazo.
            Cabe ressaltar que no Acordo de Paris em 2015, os Estados nacionais tomaram como compromisso: a redução da emissão dos gases de efeito estufa; a limitação de 1,5ºC até 2ºC na temperatura e a diminuição da queima de combustíveis fósseis e o desmatamento das florestas.
            Após 6 anos, a COP-26 possui uma pauta direcionada para os seguintes temas: a) ferramentas que possibilitem que os países possam adquirir créditos de carbono das distintas nações; b) execução da meta de apoio financeiro de 100 bilhões de dólares para atividades direcionadas para substituição da matriz energética; c) incentivo para danos e perdas dos países mais desprotegidos e d) compreensão sobre a relevância do meio ambiente para absorção do dióxido de carbono e sua importância para minimizar os efeitos negativos da mudança climática.
            Um ponto de destaque é que a partir da COP-26 todos os países (desenvolvidos e em desenvolvimento) são obrigados a se comprometerem com as metas de redução de danos, bem como estipular a forma de execução das ações para chegarem nessa finalidade.
            Essas iniciativas são fundamentais para um mundo sustentável e equilibrado. Nos últimos anos, diversas regiões do mundo vêm sofrendo com eventos extremos que mostram que a mudança climática já chegou no dia a dia do ser humano. Em 2021, aconteceram enchentes históricas na Alemanha, tufões na Ásia. Canadá, EUA e Índia tiveram calor recorde, Austrália, Portugal e EUA incêndios devastadores.
O Brasil sofre com o maior período de falta de chuvas em um século, o que ameaça o sistema energético, levando o país a correr o risco de racionamento. Além disso, os fenômenos das tempestades de areia atormentaram cidades de SP, MS, MT e GO, assim como, o frio intenso castigou cidades das regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e até mesmo no Norte.
            Segundo os especialistas e estudiosos, a continuar com o ritmo atual de emissão de gases de dióxido de carbono, o planeta Terra vai passar a assistir eventos extremos catastróficos, com uma rotina cada vez maior, o que trará terríveis consequências sociais, econômicas e climáticas para toda raça humana.
            Assim, espera-se que a COP-26 possa trazer avanços concretos na luta contra o aquecimento global, e que os compromissos assumidos durante sua realização sejam aplicados na íntegra pelos países com o apoio dos parceiros internacionais e nacionais. A conferir e cobrar depois. O futuro da humanidade depende dessa iniciativa e não pode esperar mais.
Possui graduação em Ciência Política e Relações Internacionais pela Universidade de Brasília (2001). Mestre em Ciência Política pela Universidade de Brasília – UnB (2006) e Doutor em Ciência Política pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS (2014) na linha de Política Internacional. Professor Adjunto Nível 3 da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), no curso de Relações Internacionais. Exerceu cargo de docente em três Instituições de Ensino Superior em Brasília- DF e uma em Porto Alegre-RS. Trabalhou durante 5 anos na Assessoria Internacional (coordenador do Setor Educacional do MERCOSUL) e 1 ano na Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior – SERES (colaborador técnico) do Ministério da Educação. Trabalhou 6 anos na Presidência da República na Secretaria de Relações Institucionais (Subchefia de Assuntos Federativos) e na Secretaria Nacional de Articulação Social. Tem experiência na área de Ciência Política e Relações Internacionais, com ênfase em Federalismo, Cooperação Internacional, Sistemas Eleitorais, Política Internacional, Integração Regional, Estudos fronteiriços e desenvolvimento regional. .
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